Quarta-feira, 21 de Março de 2018

Celebrou-se o Dia Mundial da Poesia e, pelo 4º ano consecutivo, fomos distribuir versos para a rua.

Ao primeiro impacto ninguém acredita que estamos a dar algo gratuito (raro nos dias de hoje?), sem publicidade ou outro tipo de interesse. Há quem não tenha 1 minuto para parar e há também quem, simplesmente, não goste de ler.

Depois há aquelas pessoas que nos surpreendem e, mesmo com dificuldade de leitura, param para ouvir e acabam por soletrar as primeiras linhas da folha de papel, agradecendo a mensagem que levam para apreciar com tempo, palavra a palavra.

Há quem faça questão de demonstrar o gosto pela leitura e nos revele o último livro que comprou, há quem se identifique com a cultura e por isso aceite participar, há quem nos recite o seu poeta favorito (humilde António Aleixo) em quadras que depois ganham vida numa música que também faz questão de cantar, bem alto, para quem quiser ouvir. Uma espectadora sorridente, deixa a observação: quando iniciativas dão resultados destes é porque valem bem a pena!

E nós saímos a ganhar com tudo isto.
Com a certeza de que esta é mesmo a nossa missão!


 

Os meus versos o que são?
Devem ser, se os não confundo,
Pedaços do coração
Que deixo cá, neste mundo.

António Aleixo

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